terça-feira, 5 de setembro de 2017

10ª FEIRA DO LIVRO - FEIRA DE SANTANA


26 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO
2017

A 10ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, que reúne literatura, teatro e música na Praça João Barbosa de Carvalho (Praça do Fórum), promete muitas novidades na ampla programação que será ofertada ao público. O evento já é tradicional na cidade, oferece diversas expressões culturais, e sobretudo, fomenta a leitura e celebra a literatura.

O quê: 10ª Feira do Livro
Quando: 26 de setembro a 1º de outubro
Onde: Praça João Barbosa de Carvalho (praça do Fórum)
Quanto: Entrada franca

Mais informações:
https://www.facebook.com/feiradolivro.uefs/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Janela Onírica de Natal

sábado, 19 de novembro de 2016

Sarau SPQV - "LiteroMusical: Música e Literatura, Entrelaces e Dissonâncias


O que é o poeta? Onde está a poesia? 
O compositor tem um "q" de poeta? 
Qual poesia te soa como música?
Enfim, muitas são as perguntas para discutir. E vinho para tomar.
Muitas também as canções pra recitar e poemas para cantar... 
Bob Dylan que o diga.
Vamos então fruir de canções e poesia!

sábado, 16 de julho de 2016

SPQV disponibiliza livro de poesias Adegaria para download


CLIQUE NA IMAGEM E BAIXE O LIVRO 
OU 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

AUDIÊNCIA PÚBLICA - PLANO MUNICIPAL DE CULTURA



Reprodução:

AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE PLANO DE CULTURA
NESTA QUINTA (30/06) NA CÂMARA DE VEREADORES DE FEIRA DE SANTANA

Artistas, produtores, ativistas, divulgadores e a comunidade, de forma geral, são esperados nesta quinta-feira (30), na Câmara de Vereadores de Feira de Santana, a partir das 9 horas, para realização da Audiência Pública que debaterá o Plano Municipal de Cultura.


O evento atende a legislação em vigência que estabelece que a votação de qualquer plano municipal seja precedida por audiência pública convocada pelo Poder Legislativo.





quarta-feira, 23 de março de 2016

O EVNAGÉIO SEGUNDO O HOMI DO SERTÃO




Em celebração à Páscoa 

Certo dia, Deus óia aqui pra baixo e diz:
- Oxente! Esse povo tá ficano doido é?!
Criei a terra, o céu e o mar
As pranta e os animá
E eles – homi e muié
Mas tá um no prato do ôtro meteno a cuié,
Tão se acabano, acabano o praneta, moço
E ói que no iniço tudo era bão, desde esboço!

As injustiça tá arretada
Os homi só qué dominá
Os seres que se dize humano
Qué é mermo enfiá a faca no buxo do ôtro
Como se diz entre eles mermo
“Farinha poca meu pirão primêro”
É tanta gente desumana precisano se consertar...
Já tô veno, vô tê que mostrá pra esse povo
A agir como gente mermo...

Jesus meu fio, venha cá!
Oia pro desgracero que tá se assucedeno lá imbaxo
Minhas criatura prefirida meu fi!
Essa gente tem é sorte, vice
Pro mode num fosse meu amô pro eles
Que é maió do que seus pecado
Tarium tudo arruinado, fritim,fritim
Todo mundo lascado.

— Não se apoquente meu pai
A gente já vai arrersorvê esse causo
Num vai ser farci não
O cálice é pesado
E o que se tem nele é amargo
Mas há o que se fazê.

— Tá bom meu fio
Entonce tu vá lá
Pra lá eu te enviu
Pra a esse povo anunciar
A justiça e a igualdade
Purque a iniquidade
Já num tá mais pra se guentá.

Num é que Jesus foi mermo, homi?!
Desceu em forma de gente
Num ventre de uma tá de Maria
Lá de Belém da Judea
Muié valoroza, de fé
Que sofreu restrição sociá da comunidade
E até mermo de seu marido José
Que num entendeu nadica de nada
Da gravidez inesperada
Mas o Sinhô mandô um anjo
Pro mode falá cum ele através dum sonho
Expricando o acontecido
E só depois disso entonce
É que se ficô tudo esclarecido.

Após perseguição
E também muita aflição
Teve o menino que nascê
Num dormitório de jegue, pra você vê
Numa tá de manjedora lá
No meio de capim e de animá
Pro mode de não ter dindim
Pois num era de famia de posse
Êta situação ruim...

Mas tudo acabô-se dano certo
Essa criança foi cresceno, cresceno...
Em artura, matutez e graça
Diante dos homi e de Deus.

Aos trinta ano foi batizado
Prum tá de João Batista, seu primo
Que vivia no deserto
Comeno uns garfanhoto e mé sirvestre
Pregano arrependimento
Às vríbura da época
Escribas e farizeus
Ô raça de cabra safado!
Pouca atitude e muita conversa
Melhores são até os ateu.
Mas deixa isso pra outro mote de prosa
Vamo dá continuidade ao causo em pauta.

Pois entonce, logo depois desse batismo
Nosso sinhô contemprô o Espríto Santo!
Que veio sobre ele e disse:
“Esse é meu fio amado
Em que tenho um prazê danado!”
E aí sim o nosso Sinhô começô seu ministero
Que foi grande de arruiná
As estrutura sociá da época.
É que ele começô a curá
Libertá, ensiná, restaurá.
Aos rico pregô pobreza de espríto
E aos pobre abraçô com riqueza de amô.

Mas um tá de Judas, um dos seu dircípro
Quis colocá tudo a perdê
Mas não ficô Jesus a se emburrecê
Já sabia de tudo a ser vindo
Tava inscrito nos prano divino.

Desde aí nosso mestre foi cuspido
Deram com um caniço em sua cabeça
Puseram nele um pano avermeiado
E uma coroa cheia de espinho.
Fizeram gozação com ele
O chamano com muito sarro
De “Rei dos Judeus”.

Colocarum num madeiro
O prego lhe fez muita dô
Os espinho lhe aprofundava o coro cabeludo
E ele, sufocado, agonizô.

Mas nosso Sinhô num desistiu não
Tava por demais arrersovido
Prosseguiu, firme prumo foi mantido
Até o fim finá ficô.

É... aquela cruz
Era que nem mandacaru
Dolorida e espinhosa
Mas de onde saia líquido em tempo sequioso
Dali saiu líquido precioso
Pra nossas arma banhar.
E como as água do Velho Chico,
Irriga, transforma,
Faz nossa vida briá.

Retirarum seu corpo da cruz
Colocarum num túmulo
Num negóço chamado sepucro
O cemitéro deles lá
E nele ficô até guarda a vigiá

Mas num adiantô não
Mermo assim a pedra rolô
Ele resucitô
Ressurgiu dentre os môrto
Se levantô
Êita cabra arretado é Jesus nosso Sinhô.

E hoje, Ele, com essa atitude de amor,
Um candiêro eterno nos dexô
E a chama inapagarvi
De esperança e de amô
Pra andarmo iluminado
Nesse mundo de escuridão:
Viva nosso redivivo Sinhô!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

II Concurso Municipal de Poesia de Feira de Santana - 2016


Ficam abertas até o dia 31 de março de 2016 as inscrições para o 
II Concurso Municipal de Poesia de Feira de Santana - Prêmio Gastão Guimarães.
Inscrições de segunda a sexta, das 9:00h ás 12:00h e das 14:00h ás 17:00h, 
no Museu de Arte Contemporânea.

Clique aqui para ver o edital: http://goo.gl/vhMU6l

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Fruta - Henrique Magalhães

terça-feira, 9 de junho de 2015

Viva São João - "Juninos"

terça-feira, 31 de março de 2015

FOLHAS SECAS - Thiago El-Chami

 Google imagens

O escritor? Hoje em mim está morto.
O filósofo? Este já não pensa.
O boêmio? É crime e não compensa.
O abstêmio? Também não veio ao porto.

O formado em Direito? Informe e torto.
O jurista? Hoje injúria, e dolo, e ofensa.
O idealista de outrora? Não avença.
Materialista? Sequer, pois absorto...

O menino cientista hoje é insciente.
O funcionário público o é, somente.
Professor para si professa apodos.

O espírita em mim desencarnou
O asceta, hoje, à seta se entregou
E o poeta é o cadáver deles todos.



por Thiago El-Chami
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